Como enviar emails de seu host local (ou o que o apt-get não te conta).

Larguei mão de pagar provedor de email. O google me fornece um serviço melhor, maior e mais barato (i.e. de gratis). Então migrei o meu email @girino.org pro google. Foi fácil, segui as instruções e tudo veio às mil e uma maravilhas.

Mas só que o google preza pela segurança bem mais que a locaweb (meu anterior provedor), e eu não consegui mais mandar emails da linha de comando no linux @ wikipedia.org (en) (usando mutt @ wikipedia.org (en) no meu caso, que eu gosto de usar pra automatizar o envio de emails através de scripts, por exemplo). O Google reclamava: não aceito servidores de email de mentirinha, seu bobão[foot]Na verdade a mensagem era "The IP you're using to send mail is not authorized to send email directly to our servers. Please use the SMTP relay at your service provider instead. Learn more at http://mail.google.com/support/bin/answer.py?answer=10336 9si12791434ywf.9"[/foot]! Ou você autentica ou se vira com seu provedor. Só que meu provedor, é... digamos... fuleiro! Não me fornece conta de email nem nada. Então fiquei na mão.

Até fucei outros jeitos de configurar o "relay" no exim @ wikipedia.org (en) (o "sendmail" que o ubuntu @ wikipedia.org (en) usa chama exim), mas não adiantava: ninguém me queria!

Aí eu pensei: poxa, esse exim é tão bacana, será que ele não autentica sozinho? E pior que eu autentica! foi só acrescentar a linha

*:meuusuario@gmail.com:minhasenha

no arquivo

/etc/exim4/passwd.client

e usar o host

smtp.gmail.com

como smarthost no exim.

Para configurar o exim, rode:

sudo dpkg-reconfigure exim4-config

no terminal, selecione a opção de "mail sent by smarthost; received via SMTP or fetchmail" e deixe os valores padrão todos exceto quando ele perguntar o endereço do seu smarthost. Nessa hora preencha com

smtp.gmail.com

.

Agora é só usar o pine @ wikipedia.org (en), mutt @ wikipedia.org (en), mail @ wikipedia.org (en) ou qualquer outro programa de linha de comando que você queira, e partir pro abraço!

O Google reader está matando meu blog!

J'accuse!Está sim! J'acuse, como diria Zola @ wikipedia.org (en). Eu sou o novo Dreyfus @ wikipedia.org (en)!

Eu tinha finalmente encontrado uma fórmula para garantir que eu desse conta de postar constantemente no meu blog: usava notícias internéticas sobre coisas interessantes e postava aqui. repetir as palavras dos outros é mais rápido e fácil, assim eu garantia que meu tempo à toa fosse suficiente.

Mas agora o Google Reader me roubou isso! Ao invés de postar aqui, eu comento no Google Reader. O Público é basicamente o mesmo, e é muito mais fácil (apesar de buggy) fazer por lá!

Portanto, eu acuso @ wikipedia.org (en)! e espero uma retratação do Google, que nunca virá 🙁

Anotações no google reader

Duas importantes notícias:

  1. Os analistas do google leem o blog do Kenji, e
  2. O google Reader tem um recurso novo: anotações e compartilhamento de páginas da web (não só de RSS).

Sim, o recurso tão desejado pelo Kenji e por todos que comentaram no blog dele agora é realidade. Se antes você se comunicava por uma espécie de "mímica" compartilhando o que você gostava, agora você pode acrescentar seus comentários no que compartilhou. Alias, pode apenas compartilhar um mero comentário, sem notícia, blog ou artigo como "base". E ainda mais, pode compartilhar, estilo del.icio.us ou stumbleupon, páginas e sites que encontrar pela web afora.

A interface ainda está meio pobrinha se comparada com esses carinhas das antigas, e a usabilidade não é nada perfeita, mas poxa, já bate um bolão.

Alias, umas coisinhas eu achei estranhas:

  1. não dá pra deletar uma "note" (thanks paulim),
  2. quando eu "anoto" um post ou página, ele deixa eu EDITAR a página ou post original. Dá pra deturpar totalmente o que os outros disseram nos blogs e fingir que foram eles... uma loucuuuuuura... :),
  3. não dá pra "responder" um compartilhamento ou anotação. Tipo, o amigo A compartilha uma página com o comentário: "como será que faz isso?", e eu quero responder: "Faz com a mão, seu burro!!!", mas não dá! Se eu responder, o comentário dele "some" e meus amigos vão achar que eu fiquei maluco dizendo coisas sem sentido.
  4. A "widget" para gente colocar no blog tem uns bugzinhos... ja apareceu mensagem em branco, mensagem em letras garrafais ou negrito. Precisa de um certo retrabalho ali...

Mas como disse, é uma EXCELENTE feature! thanks google...

link.

Windows == 20% do PIB per capita

TuxAtravés do Slashdot me deparei com 3 artigos interessantes sobre porque o software livre é tão "forte" no Brasil. O primeiro apresenta de cara um levantamento "econômico": o Windows para um Brasileiro custa 20% do PIB per capita, contra 1% para um americano. Essa diferença por si só já justificaria bastante coisa, mas ele entra com outros fatores:

  1. Total desrespeito por direitos autorais
  2. fortes sentimentos anti-microsoft, e
  3. monopólio "linux" entre os geeks dominantes.

Citando ainda um agravante para os dois primeiros pontos: Forte sentimento anti-americanista. Acho que pra nós, nada de novo... Mesmo assim, com explicações históricas e levantamentos ele embasa muito bem essas opiniões. Excelente artigo.

link

O segundo basicamente "cita" o primeiro com um breve resumo e acrescenta: Nem tudo é sentimento anti-americano, parte disso é só a percepção de que é quase impossível construir um negócio na área de software de sucesso baseado em software alheio :).

link

Por último vem um artigo sobre a degradação da imagem do Brasil como paraíso do software livre. Os motivos são controversos: corrupção ou incompetência, tanto faz. O Brasil desrespeita TANTO os direitos autorais que nem mesmo as licensas livres (que são também baseadas nos princípios dos direitos autorais) são respeitadas. As políticas públicas se baseam mais em "chupar" software de graça já que não dá pra piratear microsoft, do que em criar realmente um desenvolvimento de sotware local (o que seria louvável). Por fim, o governo Lula abandonou no último mandato qualquer menção ao software livre exceto por coisas vagas como "melhorar os serviços para o cidadão (...) e ampliar a base tecnológica, incluindo o uso de software livre".

link

VMware e PulseAudio no Ubuntu 8.04 Hardy Heron

Atualizei na madrugada de ontem pra hoje, e me deparei com dois problemas: O totem "travava" e o internet banking do banco do brasil não entrava mais...

Bom, fazer entrar o site foi fácil: pelo synaptic eu desistalei do plugin java "gcj" e forcei a reinstalação do plugin java 6 da sun. Só que o diaxo do BB resolveu que meu computador era agora outro computador! E a pior merda do mundo é conseguir cadastrar o computador pelo telefone (antigamente era moleza, mas agora o cara pergunta até a opção sexual e o nome da namorada do jardim de infância).

O VMWare

Mas como eu sou safo, eu tenho uma vmware de emergência que é cadastarda 🙂 sempre que preciso recadastrar meu computador, subo a vmware e cadastro... Quer dizer... Quando o vmware funciona... E por algum desígnio de Buddha, a atualização do ubuntu removeu meu VMware...

Não me faço de rogado, é só baixar de novo, claro.

... 1 hora e vários joguinhso mais tarde ...

CLARO que tinha um motivo pro ubuntu desinstalar meu vmware: os drivers que ele usa não são compatíveis com o kernel mais novo. E enquanto a vmware não resolve o problema, o ubuntu é que não quer assumir: ranca logo essa coisa!

Mas eu precisava dele. Era isso ou andar quase 500 metros até uma agência! HORROR!

De google em google, de forum em forum, achei o milagre: um patch e um HOWTO! Alias, achei em dois lugares: aqui e aqui. Finalmente, cadastrei meu computador, depois de quase 3 horas de luta (e tédio, e joguinhos).

O som

Mas ainda não resolvi o outro problema: O som. Alguns programas com som, outros sem. Alguns sem som, e o totem travando. Eu vi em alguns lugares umas referencias a um tal de PulseAudio e resolvi correr atrás: fui direto ao labirinto de Falken e achei isso: https://wiki.ubuntu.com/PulseAudio.

Reiniciei o X11 e fui pro abraço!

Se Neil Gaiman pega leve com a JKRowling, o Orson Scott Card não...

Se no meu post anterior eu falei sobre o Neil Gaiman @ wikipedia.org (en) "filosofando" e pegando leve com a autora de Harry Potter @ wikipedia.org (en) (ou seria Larry Potter @ wikipedia.org (en)?), pois o Orson Scott Card @ wikipedia.org (en) não quer nem saber: Desceu a lenha na dona! Num artigo dele pro rhinotimes, Orson fala abertamente sobre a falta de caráter da JKRowling, da "frivolidade" do processo contra Vander Ark @ wikipedia.org (en), da publicidade negativa e dor de cabeça que ela vai ter, não por causa da publicação do "Lexycon", mas do processo fútil e impopular, da busca por respeito acadêmico que seu livro nunca vai ter por mais que venda, e principalmente, de como ela chupou as obras de tantos escritores antes dela e agora quer impedir que chupem dela menos do que ela mesmo chupou.

Ele começa dando logo uma voadora no peito:
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A young kid growing up in an oppressive family situation suddenly learns that he is one of a special class of children with special abilities, who are to be educated in a remote training facility where student life is dominated by an intense game played by teams flying in midair, at which this kid turns out to be exceptionally talented and a natural leader. He trains other kids in unauthorized extra sessions, which enrages his enemies, who attack him with the intention of killing him; but he is protected by his loyal, brilliant friends and gains strength from the love of some of his family members. He is given special guidance by an older man of legendary accomplishments who previously kept the enemy at bay. He goes on to become the crucial figure in a struggle against an unseen enemy who threatens the whole world.

E sim, ele está falando do próprio livro, Ender's Game @ wikipedia.org (en), publicado anos antes da JKRowling pensar em escrever Harry Potter. Numa coisa eu não posso deixar de concordar com ele: De agora em diante a Dona Rowling deixou de ser a Cinderela literária e virou a bruxa má! Será que toda cinderela vira bruxa, por isso nunca ouvimos o final dos contos de fadas?

link (via /.)

Quando os sapos uivam, a internet re-passa...

Lá pros idos de 1900 e antigamente, quando papel @ wikipedia.org (en) ainda era meio de comunicação de massas e as pessoas usavam fita cassete @ wikipedia.org (en) pelo correio @ wikipedia.org (en) pra mandar músicas pros amigos distantes, meu irmão se interessou por literatura. Poesia em especial. E seguindo os estranhos costumes daquela época medieval, usou de um mecanismo de divulgação bastante estranho: O Fanzine @ wikipedia.org (en).

Pra quem não viveu na era das trevas @ wikipedia.org (en), quando google era o barulho que a coca-cola fazia ao sair do "casco" de vidro com tampinha que nem rosca tinha, um Fanzine é um pedaço de papel onde pessoas escreviam suas idéias, desenhos, obras, críticas ou qualquer manifestação que hoje cai no domínio da DMCA @ wikipedia.org (en), e distribuíam entre os amigos, nas escolas e faculdades ou mesmo no centro da cidade. Usavam-se tecnologias estranhas como "mimeógrafo @ wikipedia.org (pt)" ou "máquina de xerox @ wikipedia.org (en)", que assustariam qualquer um hoje em dia, mas que eram demandadas pela religião @ wikipedia.org (en) e tecnologia da época como purificadoras das cópias impressas de forma barata e prática.

Claro que religiões, assim como ciência e tecnologia, mudam um dia! E o Fanzine do Sapão evoluiu! De papel virou bits @ wikipedia.org (en), de bits virou HTML @ wikipedia.org (en), HTTP @ wikipedia.org (en), e por fim virou Blog!

Então, depois de um milênio de evoluções, tenho o prazer de (re)apresentar o Fanzine que o Sapão lançava nos idos do milênio passado:

UIVO

Que como o Sapão mesmo descreve:

O Uivo foi um fanzine (em papel e depois na web) dedicado à publicação de textos literários de autores pouco (ou nada) conhecidos. Agora é um blog...

link (thanks, e re-thanks sapão)

Joguinhos viciantes...

Quase sempre são idéias simples as que dão os joguinhos mais divertidos e viciantes. Uma dessas idéias é a idéia de "Tower defense @ wikipedia.org (en)". O jogo consiste basicamente em um "caminho" por onde passam "creeps" e em torno do qual você precisa instalar suas defesas: Torres que atiram com potências, alcances e miras diversas. Em cima dessa idéia simples criam-se dúzias de variações: cenários, torres, creeps, caminhos (ou a falta deles): Tudo pode variar!

O primeiro Tower Defense que conheci foi o Flash Element TD. O caminho é fixo com uma entrada e uma saída. São tipos diversos de "creeps" que podem ser terrestres ou aéreos. Suas torres podem ser baseadas nos elementos, e o dinheiro acumulado pode render juros. A estratégia nesse jogo é juntar dinheiro e acumular juros para gastar nos níveis mais altos.

Durante alguns dias eu viciei nele, mas por fim a vitória era garantida! Não existiam muitas variações e desenvolvida uma estratégia vitoriosa o jogo perdeu a graça. Mas o próprio autor do jogo indicava outros, e parti pros próximos:

  • Flash Circle TD, onde os "Creeps" caminham em círculo e se acumulam cada vez mais.
  • Vector TD, com gráficos simples, mas estratégias complexas, variações diversas nos caminhos e nas torres disponíveis.
  • e por último Desktop Tower Defense, onde os "Creeps" não seguem um caminho prefixado, contornando as torres que você espalhar pelo "tabuleiro".

Num primeiro momento não viciei em nenhum desses, apesar que depois de um tempo acabei viciando no Desktop TD, só que em outra versão...

Passei um bom tempo sem jogar porque depois do vício inicial, todos perdiam um pouco a graça, ou por serem difíceis demais ou por serem fáceis demais. Em dias de tédio acabava voltando aos jogos, mas só voltei a viciar mesmo quando encontrei o Casual Collective! Ali uma novidade interessante: não só eu podia jogar os mesmos TDs de sempre, como podia também jogar "contra os outros"! Aí sim eu voltei a viciar, não em Desktop TD, mas no Multi-Player Desktop TD!

Não teve jeito, viciei de novo! Ainda sou "novato" perto dos outros, mas já estou descobrindo minhas estratégias 🙂 Experimentem!

link.