How i met your mother

June 11, 2011 by · 2 Comments
Filed under: girinadas 

Crianças,

Crianças da série How I Met Your MotherNo outono de 1999 o seu tio paulosta me chamou no mirc. Naquela época a internet era movida a vapor, a injeção eletrônica ainda era novidade e a piadinha de atender o chinelo toda vez que algum celular tocava ainda tinha graça. Era um tempo em que a internet parecia feita por torpedos de celular, só que sem celular, e o mirc era a segunda forma de comunicação mais utilizada na internet (a primeira era recadinhos em post-its pregados no monitor da pessoa). Pois bem, foi nesse ano que seu tio paulosta me chamou no mirc:

<paulosta> girino, tava mascano uma mulher aqui mas acho que ela eh proce.
[naquela época teclado acentuado também era novidade, quem dirá um programa que aceitasse acentuação]
<girino> porque?
<paulosta> ela eh bonitinha, mas eh baixinha e gordinha!
<girino> tem foto?
<paulosta> perai que jah mando!
-paulosta- DCC send ny.jpg
-girino- DCC file received 17 bytes/s
<paulosta> viu aih? eh essa anita que tah no canal!

Não sei bem se o diálogo foi exatamente esse, mas foi algo bem parecido com isso. Nesse ponto eu ainda não conheci sua mãe. Não. Primeiro porque, bem, naquela época medieval, a gente não tinha muito o costume de sair com a primeira pessoa que conversasse no mirc. Segundo porque ela fugiu pra Chicago e passou uns dois meses por lá… Conversando comigo todo dia, pelo mirc, claro! Num desses dias, a curiosidade dela falou mais forte:

<anita> girino, qual o seu nome?
<girino> girino mesmo, porque?
<anita> hummm

E ao mesmo tempo, outra janelinha pulava na minha tela:

<paulosta> a anita perguntou seu nome e eu falei que era julio cesar. finge que eh verdade.
<girino> hauhauhauahauhauahu [naquela época a gente ainda não ria “rss” ou “lol”, era hahaha ou huahauhua, acreditam nisso?]

De volta a janelinha da anita:

<anita> ah, eu descobri seu nome! eh Julio Cesar!
<girino> como vc descobriu? foi o paulosta que te contou?
<anita> claro que nao! eu descobri sozinha!

Desse dia em diante, eu era, pra todos os efeitos, Júlio César! (Menos mal, se já  acreditaram quando eu disse que meu pai tinha morrido na guerra da Criméia e, no primeiro de abril de 2002, que eu faleci vítima de gripe asiática, eu chamar Júlio César era fácil).

Depois dessa lenga lenga toda, a galera do mirc, ou melhor, a galera que bebia comigo e com o paulosta e também frequentava o mirc por nossa causa, resolveu fazer um encontro no boliche do shopping Del Rey. A Anita tinha voltado de chicago e pela primeira vez eu a convenci a me encontrar: não estaríamos sozinhos, era perto da casa dela e no fim das contas, se tudo desse errado a gente poderia só jogar boliche!

Quer dizer, a parte do “não estaríamos sozinhos” não funcionava em favor dela: eu estaria com meus companheiros de farra, todos conspirando para que eu ficasse com ela. Mas ela não precisava saber! Até então, eu devia parecer um sujeito nerd romântico solitário que ela conheceu na internet. Que ilusão. Quando ela chegou, ela já foi logo se assustando, pensando (bom, ACHO que ela pensou isso, confirmem com ela depois):

“Meu Deus! Que povo bêbado sem noção. Que menino nojento! E ele nem faz a barba! Que horror! O quê que eu tou fazendo aqui?”

Mas com tudo planejado, e o “não estaríamos sozinhos” já funcionando, fomos pressionados num canto onde consegui um primeiro beijo sob vivas e aplausos. E sob olhar de desespero por parte dela, já pensando que não tinha como a coisa piorar, eu viro pra ela e falo:

- Ou, para de me chamar de Júlio César, sô! Meu nome é João!

Sete anos depois, nos casamos!
Se eu não tomei um tapa na cara nesse dia, acho que nunca mais vou tomar!

 

(Esse post foi escrito para o jornalzinho interno da empresa onde a Anita trabalha, em homenagem ao dia dos namorados de 2011).

Livros da semana

November 6, 2010 by · Leave a Comment
Filed under: girinadas, HQ, resenhas 

Bom terminei 3 livros essa semana, um eBook e 2 de quadrinhos.

Dead Until Dark

O primeiro livro da série Southern Vampire Mysteries da Charlaine Harris, que deu origem a série de TV True Blood. No começo era uma forma de experimentar ler eBooks no celular (android, rodando o software do kindle). Mas o livro é fácil e empolgante. A narrativa em primeira pessoa dá uma visão mais “pessoal” da história do que o seriado. É mais previsível que na TV, mas tem uma riqueza de detalhes que só um bom livro pode dar. Recomendo muito pra quem gosta de vampiros ou da própria série True Blood. A linguagem é típica de best-seller, e a leitura flui bastante. Bom pra uma tarde de diversão.

MSP: Maurício de Souza por 50 artistas

Ganhei este livro da minha irmã. São histórias curtas ou as vezes apenas um simples charge, escritas por diversos autores em homenagem aos 50 anos de carreira do Maurício de Souza. Confesso que não sou muito fã dele mesmo não, mas sei o que ele representa pro quadrinho nacional. As histórias giram muito em torno dos mesmos tempos, muitas falando diretamente do aniversário de carreira do Maurício. O astronauta também apareceu super-representado, não sei se pela característica futurista do personagem ele pareceu mais fácil de trabalhar pros autores de Sci-Fi, ou se foi pela flexibilidade do personagem… Enfim, exageraram :-D A maioria é mesmo bobinha, mas algumas são fenomenais. Logo de cara o Laerte abre com a mesma genialidade de sempre! O fechamento, pelo Vitor Cafaggi, também não fica por menos. Lá dentro, as charges simples do Angeli, do Gustavo Duarte e Dalcio machado dão um show a parte. Enfim, vale muito a pena, com algumas estórias fenomenais, apesar de várias meio chochas no meio!

O chinês americano

Esse também foi presente, dessa vez da Lígia e do Pedro, meus vizinhos e companheiros de cachorro. A Lígia teve de ler pro mestrado uma pancada de quadrinhos auto-biográficos, e esse foi um dos poucos que ela deixou de fora. Se arrependeu depois! Eu me arrependeria também de não lê-lo. Pra mim foi o grande motivo desse post: é simplesmente fantástico. O Gene Luen Yang tem arte é simples, num estilo que junta Genndy Tartakovsky e Laerte com um quê de realismo e que dá vontade de ler mais a cada quadrinho. O roteiro mistura a velha lenda chinesa do Rei Macaco com a adolescência conturbada de um filho de imigrantes, sobrevivendo em um mundo que faz questão de rejeitá-lo! Tudo isso com uma cadência e fluidez que prendem o leitor. Difícil é não ler de uma sentada só. Sem a menor dúvida é a melhor história em quadrinhos que já li esse ano.

Homenagem a Benoît Mandelbrot

October 17, 2010 by · Leave a Comment
Filed under: girinadas 
Benoît Mandelbrot

Benoît Mandelbrot

Um dos meus ídolos faleceu dia 14 (a notícia só chegou pra mim antes de ontem). Como homenagem a esse matemático brilhante que mudou minha vida em muitos aspectos, fiz um aplicativozinho pra android que desenha um conjunto de mandelbrot. Ainda não é lá grandes coisas, pretendo continuar desenvolvendo, mas já dá pro gasto. Quem quiser testar, tá aqui: Download do MandelbrotSet.apk

Quem quiser os fontes, estão no google code, aqui: android-mandelbrot-set no google code

MandelbrotSet

Captura de tela do aplicativo.

Problemas com hospedagem do site e outras mudancinhas…

June 26, 2010 by · 2 Comments
Filed under: administrativia, girinadas, rant 

O meu antigo serviço de hospedagem[foot]pra quem estiver curioso, era o TeHospedo. NÃO USEM, o contrato é leonino e o suporte coloca a culpa dos problemas no usuário![/foot] (onde eu mantinha o blog e outras coisas do meu site) queimou o filme comigo. O serviço começou a ficar lento, principalmente nos finais e semana a noite. Tinha vez de demorar 5 minutos pra carregar uma simples página. Reclamei uma vez, disseram que eu teria de mantar um ping, um traceroute e mais umas coisinhas. Reclamei de novo daí uma semana, dessa vez resolveram que a culpa era minha: meu site usava mais que os 1% de CPU estipulados em contrato (hein? 1% de CPU sem especificar qual CPU beira a ma fé, né gente?). Meu site não roda nada de mais. 2 wordpress e mais um ou outro CGI. Tirei tudo do ar, deixei só os blogs, e ainda assim limpei tudo, nenhum plugin. Mas claro que a culpa não era minha, a lentidão continuou e segundo eles eu continuava sendo o culpado, já que gastava mais de 1% de CPU. Isso porque logado na máquina via SSH eu podia ver que o uso de CPU não passava de 8% no total de TODOS os usuários. É CLARO que o problema não era CPU[foot]Na verdade o problema parecia de configuração do apache ou de algum proxy reverso que por acaso eles tivessem: A conexão era estabelecida dos dois lados, mas o processo do apache e do PHP não eram startados imediatamente; depois de alguns minutos o processo do apache e do php entravam e a página era carregada instantaneamente! Eu já vi isso uma vez quando tínhamos um valor de MaxClients muito baixo lá no trampo e o número de acessos no nosso site triplicou de um dia pro outro…[/foot]. Depois de uma longa troca de mensagens com o suporte, o técnico finalmente admitiu que eles estavam com problema de lentidão e que eu “não era o único” usando mais de 1% de CPU. Mas as ameaças de cancelamento da minha conta por quebra de contrato continuavam… E a lentidão também… Enfim, apelei e troquei de serviço de hospedagem. Mais rápido, mais barato e com um suporte que aparentemente sabe o que está fazendo. Azar deles que estão ganhando uma propaganda negativa (discreta, porque não sou tão mala assim).

Enfim, com o novo serviço de hospedagem, aproveitei pra mudar as coisas. No antigo era uma nhaca criar subdomínios ou domínios adicionais. Nunca funcionava direito e eu precisava abrir chamado toda vez… Agora funciona de cara! Então meu blog saiu do domínio principal (onde ainda tem um redirect por conta de links externos que eventualmente apontem pra cá), dei uma limpada na zona de redirects que era o tudumpá, e o blog de pron também ganhou domínio próprio. No final o domínio principal virou mais um depósito de tralhas (página dos pereba, site da época da faculdade, etc e tals). Em resumo, os sites do girino.org agora são:

Atualizem os links (apesar de ser desnecessário graças aos redirects), e lembrem-se NÃO USEM A TEHOSPEDO, eles são bobos feios e chatos!

UOL XMLify: Um plugin do wordpress para propagandas do UOL XML

June 7, 2010 by · Leave a Comment
Filed under: administrativia, girinadas, nerdices 

(Para os preguiçosos, o plugin está aqui: UOL XMLify )

Quando criei um novo blog com conteúdo que feria a licença de uso do google ad-sense (i.e. tinha mulépelada), fiquei sem opção de propagandas para colocar nos feeds. No blog em si não tinha muito problema, pois vários programas de afiliados aceitam esse tipo de conteúdo e são facilmente embutíveis em blogs, mas os feeds são outra estória. A maioria dos programas de afiliados usa javascript ou flash de uma forma ou de outra, inviabilizando o uso dos banners em leitores de feed (leia-se: não funciona no google reader).

Exemplo de anuncios XML UOL

Exemplo de anuncios XML UOL

Por sorte o UOL tinha uma modalidade nova no seu programa de afiliados: UOL XML. Esta modalidade consiste em uma API XML padrão onde eu poderia acessar a lista de produtos oferecidos, ofertas, etc, e processar e formatar da forma como bem entendesse. Primeiro pensei em fazer uma “gambiarra” como tinha feito pra embutir os anuncios do submarino (que são apenas imagens com um link padronizado), mas a coisa ficava mais complexa pois era preciso acessar o UOL e baixar os XMLs, processá-los e só então embutir no feed.

Tela de administração do plugin

Tela de administração do plugin

Optei pelo caminho mais difícil: desenvolvi um plugin. Ele está ainda em processo de aprovação pelo pessoal do wordpress para ser hospedado por lá, mas já coloquei a primeira versão aqui: UOL XMLify: Um plugin do wordpress para propagandas do UOL XML

Testem, usem e comentem!

Um milhão, um mil e um ou um milhão mil e um?

May 21, 2010 by · 4 Comments
Filed under: girinadas, howtos, java, matemática, nerdices 

Para os preguiçosos:

O projeto de que trato aqui é um conversor de números para sua representação “por extenso”. Se você chegou aqui e não quer ter o trabalho de ler, apenas achar o código, siga este link: código (ou acesso o projeto no google code). Se, por outro lado, estiver em busca de explicações para fazer o seu próprio conversor ou curioso sobre como este conversor aí em cima funciona, leia o resto deste post.

Ábaco

Para os curiosos:

O título é esquisito, mas a dúvida era essa. O problema surgiu quando, num dos relatórios do sistema, o cliente exigiu que os valores fossem escritos de forma numérica (fácil, o NumberFormat dá conta que é uma beleza) seguidos do valor por extenso. Pensei com meu botões: não tem problema, TODO MUNDO já precisou disso um dia, deve ter DÚZIAS de conversores para números por extenso vagando pelo labirinto de Falken. Basta escolher o mais bonitim e boas!

Na verdade a tarefa nem era minha. Caiu pra mim quando surgiu o primeiro bug. A classe que tinham usado funcionava bem, contanto que o número fosse redondo ou pequeno. “Um milhão de reais” ele disse quando pedi pra converter 1.000.000,00. Mas logo depois me cospe “Um milhão e três de reais” pra 1.000.003,00. Hein? Mas peraí, isso eu conserto, vá… Só que o próximo número piorou: “Um milhão e seiscentos e cinquenta mil e novecentos e dez reais”. Pera lá! Tem E demais aí!.

A primeira coisa que pensei foi em achar outro conversor. Doce ilusão. Existir até existem. Vários (ou melhor, várias cópias do mesmo, já que parecem ser todos baseados no mesmo código original). Mas nenhum funciona.

Quer dizer, funcionam… Se você usar os números de teste que o autor usou! (Quem gosta disso pode fazer disto um “caso” para test-driven design, ou o que valha). Saindo um pouco do que o autor tinha em mente, a coisa desanda.

Nesse ponto eu não tinha mais escolha: teria de implementar o meu próprio conversor. Bom, que os outros estavam errados eu sabia, mas e qual a forma correta de se escrever por extenso? Depois de muita discussão e nenhum acordo, decidimos: Vamos consultar uma gramática!Cheque

Na biblioteca, pegamos logo 3 gramáticas. Nenhuma, claro, concordava com a quantidade de “e” que o sujeito usou. Alias, nenhuma delas concordava entre si. Uma, a mais antiga, pregava o uso de vírgulas a torto e a direito:

um bilhão, cento e vinte milhões, duzentos e três mil, cento e quarenta e sete.

A outra era categórica: depois de mil não! Só depois dos “ãos” é que tem vírgula:

um bilhão, cento e vinte milhões, duzentos e três mil cento e quarenta e sete.

E por último, uma que se dizia de acordo com o novo acordo ortográfico (que não tratou nem de números nem de vírgulas, mas que de alguma forma afetava a opinião do autor a respeito) abominava vírgulas:

um bilhão cento e vinte milhões duzentos e três mil cento e quarenta e sete.

Assim fica difícil, né? Em nosso auxílio veio uma ótima e hiper didática revisora de texto que passava pelo local:

Vírgulas servem para separar os elementos numa lista. No caso dos números, use para separar cada grupo de unidade, milhar, milhão, etc. (nesse ponto a gente, das exatas, anota: uma vírgula a cada potência de 1000). Mas elas não são absolutas, e podem ser omitidas se for para aumentar a clareza. Pense na clareza do texto e escolha a forma que melhor lhe convém. Depois de escolhido o melhor jeito, procure uma gramática que concorde com você e use ela como bibliografia!

Pra mim, esse conselho foi genial. E de certa forma resolveu nosso problema: bastava escolher o mais fácil de implementar e depois procurar uma gramática que nos apoiasse.

Acabei me guiando por 8 regrinhas, que definiram como implementar meu conversor:

  1. números abaixo de 20 tem nome próprio;
  2. de 21 a 99 os números são formados por DEZENA “e” UNIDADE (exemplo: “trinta e cinco”);
  3. dezenas redondas não tem nada depois (20 -> “vinte”, e não “vinte e zero”);
  4. 100 tem nome próprio: cem;
  5. números maiores que 100 são compostos por CENTENA “e” DEZENA ["e" UNIDADE];
  6. acima de 1000 agrupa-se os números em blocos de 3 dígitos (potências de 1000), que são representados como se fossem números menores do que 1000 acrescidos do sufixo representando a potência de mil apropriada (mil, milhão, etc);
    1. os grupos são concatenados por vírgula;
    2. A ultima concatenação é feita por “e” (“um milhão e 200 mil”);
    3. A ultima concatenação é omitida (ou substituída por vírgula) caso o ultimo grupo seja maior que 100 e não seja múltiplo e 100 (“mil[,] duzentos e cinquenta”)
  7. o “um” em frente ao descritor de grupo “mil” é opcional e deve ser parametrizável (“mil e um” e “um mil e um” são igualmente aceitáveis);
  8. Ao acrescentar a unidade (por exemplo “reais”) usa-se o prefixo “de” antes da unidade caso o último sufixo seja de milhão ou maior (“dez milhões de reais”, mas “dez mil reais”).

Código

Com essas regras a implementação foi quase direta. Primeiro criei uma função para as unidades:

        String unidades(int n) {
                return UNIDADES[n];
        }

Em seguida as dezenas:

        String dezenas(int n) {
                if (n < UNIDADES.length) return unidades(n);
                int unidade = n % 10;
                n = n / 10;
                return DEZENAS[n] + " e " + unidades(unidade);
        }

depois tratei a exceção da regra 3:

        String dezenas(int n) {
                . . .
                String unidadeStr = "";
                if (unidade != 0) {
                        unidadeStr = " e " + unidades(unidade);
                }
                return DEZENAS[n] + unidadeStr;
        }

E seguindo as regras uma a uma cheguei no resultado final, que pode ser visto no google code. Ainda não está perfeito, e ainda quero brincar bastante com esse conversor, então deixem suas sugestões,seja aqui, seja como “bug” no google code, que eu implemento, caso dê tempo (e ânimo).

Curling

March 3, 2010 by · 3 Comments
Filed under: girinadas, tomtom 

Seguindo a idéia desse cara aqui, decidimos treinar o Tomtom desde cedo no Curling:

Treinos da equipe juvenil de Curling

Caralhos Alados

January 19, 2010 by · Leave a Comment
Filed under: girinadas 

Hoje em dia fazem de tudo pras crianças brincarem, mas caralho de asa foi o primeiro que eu vi…


Caralho de asa

Caralho de asa


Eu não fiz isso!

January 15, 2010 by · 2 Comments
Filed under: girinadas, humor, tomtom 

Por sugestão do Bguno, mais um lolGPS…


Eu não fiz isso. Ninguém me viu fazendo. Não podem provar nada.

Eu não fiz isso. Ninguém me viu fazendo. Não podem provar nada.


Canibais

January 3, 2010 by · 1 Comment
Filed under: girinadas 

Canibais: Paixão e morte na Rua do Arvoredo

Mais ou menos um ano atrás eu estava passeando por uma banca ou livraria, não lembro bem e vi uma seção de livros de bolso baratinhos. Como sempre, dei uma fuçada e além de um livro do Rousseau (Contrato Social, que ainda estou pela metade) achei esse: Canibais, do David Coimbra.

Só que desde que comprei o meu netbook[foot]Por sinal, devo um post sobre o ubuntu 9.10 nele. Uma dica: VALE A PENA.[/foot], a leitura praticamente parou! Tentaram me convencer a usá-lo como leitor de e-book, mas é simplesmente impossível: assistir filmes é BEM mais fácil! Acho que assisti de tudo, desde filme de arte iraniano até comédia de Bollywood (ok, tentei ver um tal de All the Best, mas não dei conta de terminar! Novela das sete dá de 10 a zero naquilo em termos de roteiro!) Aí nesse final de ano os seriados de assistir no banheiro[foot]i.e. Two and a Half Men, How I met You Mother (que mereceria um post a parte talvez), The Big Bang Theory, South Park…[/foot] secaram, só voltam ano que vem, ou quem sabe, temporada que vem… A solução foi deixar o netbook de lado e voltar à leitura, em livros… de papel… árvores mortas… Primeiro, pra acostumar o cérebro, já meio enferrujado depois de tanto tempo, os quadrinhos, com o excelente Nova York, do Will Eisner. Depois, o que estava mais a mão: Canibais.

Bom, voltando a quando eu comprei… Conheci o David Coimbra numa dessas listas de discussão na internet. “Conheci”, na verdade, entre aspas. Ele nem deve saber quem eu sou :-D Mas ele volta e meia mandava umas crônicas, e quem diz que não se fazem mais cronistas como antigamente, é porque não conhece o David Coimbra. Ou conhece, e sabe que mesmo antigamente não haviam cronistas como ele :-D

Eu nem sabia que ele escrevia romances, pra mim eram as crônicas no Zero Hora, vez ou outra encadernadas todas juntas, em forma de livros. Então quando bati o olho no livro, nem pensei, comprei logo. “Nem que seja pra mandar um trocado pro David Coimbra”, pensei, “em troca de todas as crônicas que ele mandava, de graça, no nosso email”. Se fosse ruim, não tinha importância, estava pagando pelo que já lera. Se fosse bom, eu estava no lucro.

E lucrei! Incrível, não sei como não me odeio por ter enrolado tanto pra ler! Desde minha tenra infância, apresentado aos romances históricos pelos Césares do Allan Massie[foot]ou talvez antes disso, com um romance que nunca mais vou lembrar de quem era, sobre um padre disfarçado em uma Cambridge medieval, investigando não-sei-mais que crime e que se depara com uma encarnação de cristo na forma de mulher, ou algo assim… Bem falando desse jeito parece um romance esotérico, e talvez fosse… eu era jovem e precisava do dinheiro…[/foot], depois as sagas do Cornwell, e por fim o belíssimo A Catedral do Mar. Então sempre passei meu tempo imaginando: qual seria o cenário ideal pra um romance histórico brasileiro? As bandeiras? O descobrimento? Ou seria lusitano demais?

David Coimbra achou o cenário ideal numa porto alegre do segundo império, com sua burguesia nascente, seus conflitos étnicos, seus personagens característicos (desde prostitutas a chefes de polícia), e também com seu crime mais famoso. É nesse cenário que David Coimbra colocou um trio de amigos: um sapateiro introspecto, quase intelectual, um padeiro gorducho e bonachão, e um anspeçada[foot]também tive de recorrer ao labirinto de falken pra saber exatamente o que era…[/foot] boa vida com seu cão. Em torno desse trio, toda porto alegre oitocentista circula para desvendar um crime que chocou e envergonhou a cidade. Um crime que fez de todos (ou quase todos) os porto alegrenses, Canibais.

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